Friday, January 9, 2015

O Novo Colaborador

“No velho e perigoso oeste, a vida de três homens com interesses similares e objetivos diferentes unem-se e acaba por modificá-los um ao outro, na jornada ofegante aos confins do oeste e ao extremo da violência.”

Talvez a sinopse do filme Três Homens em Conflito, do extraordinário diretor Sergio Leone, faça juz aos objetivos do blog, o que espero com muita sinceridade. O fato é que o convite do "velho" amigo Vinicius, um dos editores do blog, foi surpreendente. Eu gosto muito de livros. A leitura é como uma viagem expressionista e introspectiva por vários mundos criados sob as óticas mais excêntricas, intimidadoras ou bem humoradas. Tenho algumas lembranças de minha infância, quando aprendi o alfabeto e comecei a ler minhas primeiras palavras. O primeiro livro que li completamente foi O Cachorrinho Samba, da escritora brasileira Maria José Dupré. Em um espaço de apenas três meses eu simplesmente li toda a coleção – cinco livros – e para alguém da primeira série do ensino fundamental foi um verdadeiro recorde! Assim, começava minha caminhada no mundo dos livros. No fundo, observo que talvez a literatura tenha se tornado como um refúgio para mim, afinal, a literatura, como disse com muita propriedade o amado escritor Fernando Pessoa, é a maneira mais agradável de ignorar a vida.
Faz muito sentido para mim.
Mais de vinte anos depois, começo minha grande aventura do mundo da escrita. Mas escrever é para poucos e, como diz o grande escritor Vargas Lhosa, "Escrever é muito difícil. O bom é ter escrito."

Fiquei então, imaginando no desafio que seria para alguém que se diverte lendo três ou quatro livros ao mesmo tempo e cuja escrita não reflete seu pequeno conhecimento literário, escrever e compartilhar suas idéias Sinto que liberar a pessoa que sou é um negocio perigoso. Talvez eu seja um malandro rebelde de sorriso maroto no rosto com mais freqüência do que percebo; Não me curvo com facilidade debaixo de padrões. Nunca me senti parte do grupo que participo. E talvez eu goste que seja assim. Um pouco de rebeldia é gostoso. Talvez haja um tipo bom de rebeldia, um brio, uma coragem de viver autenticamente, mesmo que o preço seja o de não se encaixar, talvez seja a vontade de sonhar. Seja o que for, eu gosto disso.

A questão então é, sobre o que escrever no tão distinto blog?
É uma tarefa relativamente fácil trocar palavras, virgulas e pontos em um prisma levemente intimidador dentro de uma cosmovisão particular, sem contundo, ter a pressão do dever do convencimento sobre tal particularidade. O difícil mesmo, é interpretar o silêncio. 
Talvez o assunto não importe muito. Talvez o mais importante seja a maneira com que faço isso.

Me vem à mente, então, um texto do grande escritor brasileiro Luiz Fernando Veríssimo: “ A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo, dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo? Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção de lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.” 

Afinal, sou assim mesmo, deixo as coisas confusas e escrevo linhas que não fazem sentido.

Compartilharei geralmente sobre filmes; algumas vezes também sobre minha cosmovisão e suas consequências. E, mesmo com interesses similares e objetivos distintos, tenho a estranha certeza que essa parceria vai gerar muito crescimento aos três homens em conflito que escreverão nesse pequeno espaço dentro de um universo virtual gigantesco. 

Então, aproveitem o dia. E façam suas vidas uma coisa extraordinária.

Oh capitão, meu capitão!



Saturday, December 13, 2014

Coisas Inimagináveis

No mundo individualista não há especial 
Porque todos se acham tão especiais 
Que acabam sendo como todos 

No grupo há um conjunto de Eus 
Porque todos são tão separados 
Que acabam não sendo um todo 

Na multidão há o espanto 
Porque todos são tão iguais 
Que assusta fazer parte do enxame 

Na relação há projeção 
Porque todos são tão ansiosos 
Que assusta não saber do outro 

No fim ainda há esperança 
Porque todos são tão capazes 
Que poderiam fazer da vida 
Coisas Inimagináveis 




Saturday, December 6, 2014

Solitude

As palavras são carregadas de peso, de carga: elétrons e prótons.
Por isso, escolhi solitude, penso que solidão é uma palavra muito feia.
Sobre essa escolha: eu sei que no fundo você me entende, toda alma tem sua hora.
E tem hora que está eufórica, e tem hora que precisa de descanso.

Solitude, eu te convido, a saborear um pouco dessa magnífica palavra.
Se afastar da civilização, voltar ao natural, buscar a si mesmo, eis a verdadeira solitude!
Mas não se prenda muito a palavra... Vá além! Entende o que quero dizer?
Porque a palavra é a base da civilização... é a arma que substitui a arma, que movimenta.

Por isso não seja totalmente seduzido pelas palavras bonitas
E nem feche seus ouvidos quando ouvir uma palavra feia.
Do contrário, o ciclo do preconceito nunca terá fim.
Ou melhor, o ciclo do conceito, não vejo tanta diferença.

Então, pra rimar com solitude, nada melhor que uma poesia sem rima.
Porque solitude não tem uma lógica, não tem sequência, não tem regra.
Apenas um ímpeto, apenas uma vontade de se aventurar.
Porque quando você estiver só, você vai entender, como a cultura te marca.





Thursday, August 21, 2014

O planeta dos macacos - o confronto (2014)

O segundo filme da nova saga de "O planeta dos macacos" contêm elementos interessantes, e sem dúvidas é um filme que não deve passar batido pelos apreciadores do cinema. O filme remonta a história da própria humanidade ao falar de como surgem os grupos, da luta pela sobrevivência, da relação do homem civilizado com os animais e com os "selvagens", das tensões entre grupos diferentes e da origem de uma guerra. Li uma crítica que dizia que o filme repete o velho clichê "civilização x selvagens", presente em Avatar, Pocahontas, e muitos outros filmes. Porém, acredito que esse filme traz algo um pouco incomum, que é o fato de se tratar de uma civilização apocalíptica. Os seres humanos do filme não estão em posição de superioridade tal como os colonizadores de outros filmes, mas eles estão lutando pela própria sobrevivência.

No primeiro filme, um grupo de macacos (que devido à um experimento se tornaram super inteligentes) se rebela e foge do cativeiro, enquanto uma nova epidemia de um vírus ameaça a humanidade. Neste segundo filme, 10 anos depois da fuga do grupo rebelde de macacos, César, o líder dos macacos, é novamente um dos protagonistas. César e os demais tem pela frente um desafio: o reaparecimento dos humanos após alguns anos de seu sumiço, devido a doença que se alastrou pelo mundo devastando as populações humanas. Logo que os humanos começam a reaparecer, surgem as tensões, uma vez que os humanos pretendem restaurar a energia elétrica na antiga cidade humana, e isso irá depender de uma antiga hidrelétrica que se encontra desativada no território dos macacos. É nessa tensa relação que se encontra pra mim o brilhantismo dessa  longa-metragem. Fazendo uma analogia com a vida real, o comportamento humano ao longo da história tem sido de valorizar o que pertence ao "meu grupo", e produzir preconceitos em relação ao "outro grupo". É na confirmação desses preconceitos que surge o pretexto para a violência. Voltando para o filme, os macacos viam o ser humano com desconfiança, e a maior parte dos humanos viam os macacos como meros animais. A confirmação do preconceito veio através de um único evento, que foi quando um humano isolado agiu de forma desleal com os macacos. Nesse momento ocorre a generalização, os macacos concluíram erroneamente que todos os humanos são iguais. Sendo assim, há o pretexto para a guerra. Mas ainda assim, ela parte de apenas um dos macacos, que dissemina a ideia de que os humanos estão mal intencionados. Uma das falas do filme que ilustra bem essa relação entre os grupos, é quando César diz que ele pensava que os macacos fossem diferentes dos humanos mas na verdade são iguais. 

Na história da humanidade muitas guerras, carnificinas e até mesmo pequenas violências do dia-a-dia começaram e foram justificadas pelo fato de pessoas pertencerem a grupos diferentes, com valores e objetivos opostos mas que no fim são a mesma coisa: o "instinto de rebanho". Sem mais delongas, não quero dar spoillers para quem não assistiu o filme. Apreciei e recomendo!      

Wednesday, May 21, 2014

A criatura e os humanos (conto)


Sophia sempre costumou ser uma garotinha muito esperta. Sua curiosidade típica da infância a ajudava a aprender algo novo todos os dias. Numa certa ocasião, quando tinha 7 anos, ela começou a enxergar coisas que as pessoas normais não viam. É sobre essa primeira visão que trata essa história. Daquele dia em diante Sophia não parou mais de ver. Tudo começou em um dia de primavera. Sophia estava no carro com sua mãe voltando de um passeio. Em determinado momento do trajeto Sophia olhou através do vidro fumê do veículo e viu algo se rastejando na rua. Uma criatura deplorável, que se mexia mancando e curvando-se a cada passo. Provavelmente era um animal, como aquele esquisito que ela vira no zoológico, tinha garras e muitos pelos espalhados pelo corpo todo. Além disso parecia doente, como se tivesse se alimentado de comida estragada nos últimos meses. Os olhos do estranho ser cruzaram os olhos de Sophia, e foi algo tão natural, que Sophia teve certeza de uma série de coisas. A primeira delas, é que sua mãe não conseguia enxergar a aparição. A segunda coisa, o bicho tinha alma, sim, aquele olhar não é um olhar de pedra, é um olhar de coisa com alma. Talvez fosse uma alma. Lembrou-se, certa vez seu primo lhe contará uma história de espíritos para meter medo. Disse que quando as pessoas morrem elas se tornam almas vagando pela terra até encontrarem seu caminho. E que algumas dessas almas são brincalhonas e maliciosas, perturbando a noite e o dia dos vivos. Refletiu, mas esse não era o caso da criatura em questão, não era uma alma. Notava-se as gotas de suor em sua pele, os dentes projetavam-se para frente numa constante ameaça de ataque, até uma criança de 7 anos poderia ter certeza de que estava viva. Essa foi a terceira certeza. Não era um ser do além! A quarta certeza é sem dúvidas a mais impactante, pois põe em xeque tudo o que Sophia aprendera sobre a vida, seja o que a professora ensinara, ou a mãe. A realidade é que... 

Deixe me contar isso de outra maneira... Um instante depois de os olhares se encontrarem, o veículo parou bruscamente. Acima do carro a luz verde se apagara e a luz vermelha acendera. Sua professora explicara no dia anterior que isto era um sinal para os veículos pararem. No momento em que o carro parou a aberração se aproximou em longas passadas, como um leopardo indo de encontro a um gnu. A mãe de Sophia começou a ver, e segurou firme no braço da filha. Quanto mais próximo estava mais nítido ficavam seus contornos: sua cabeça era achatada, seus membros compridos e esguios. A coisa bateu no vidro do carro. Momentos de tensão para Sophia e sua mãe. O coração da garota disparou. De repente, a mãe de Sophia abaixou o vidro, e estendeu a mão com algumas moedas. Era humano. 

Wednesday, May 7, 2014

Uma introdução ao Tao

A arte do Wu Wei        

O Wu Wei é um dos ensinamentos centrais da filosofia taoista, cujo valor é inestimável para aqueles que o compreenderam. O taoismo é considerado aqui no ocidente uma religião ou filosofia, mas sua essência é bastante diferente das filosofias ou religiões ocidentais. Eu descreveria o Wu wei, como um estilo de vida que ameniza o stress de nossa rotina, traz paz, diminui a preocupação com o futuro, e disciplina nossas ações. Contudo, as palavras disciplina e ensinamentos, tem no oriente uma natureza totalmente diferente do sentido usual no ocidente: confusão causada pelo modo como fomos educados aqui no ocidente! A nossa educação tem sido baseada na repressão, no esgotamento da energia, num despejo de informações vindas do professor, na obrigatoriedade em cumprir o conteúdo programático e principalmente na existência de regras e proibições rígidas. Mas não é a respeito desse tipo de ensinamento que o taoismo trata, e sim a respeito da autonomia. Como pode alguém ser realmente disciplinado se não tem autonomia? A disciplina do ocidente é como a disciplina militar, ela molda o comportamento, mas também submete a autoridade. E quem está submetido a autoridade nunca está livre. Está sempre tendo que obedecer leis intransgressíveis. E essa autoridade pode ser externa, ou estar internalizada. Por isso, é muito difícil para o ocidental contemporâneo compreender o Wu wei, pois ele também irá tentar transforma-lo em uma lei.   
O taoismo, assim como a psicologia, é o estudo da mente humana, contudo, por uma via totalmente diferente. O termo chinês "Wu wei" significa literalmente não agir. Enquanto a psicologia intervem na mente, o wu wei apenas a "deixa estar", por assim dizer. O que seria esta não-ação? Ao contrário do que possa parecer não significa ficar inerte e morrer de fome. Eu poderia dizer que Wu wei significa você não lutar contra sua natureza. Muita energia é dissipada nessa luta. Mentimos diariamente a respeito de quem somos, usamos uma máscara toda vez que saímos de casa ( Persona). Contudo, estou quase certo, que não lutar contra sua natureza, não significa que você tenha uma natureza fixa. A natureza humana é mutável, criativa, fluída, não há natureza humana enrijecida.  
Para evitar confusão, algumas pessoas denominam o Wu wei, de Wei wu wei. Que significa literalmente, agir não-agindo. O acréscimo do termo "wei" denota que este estilo de vida não significa ficar parado, inerte, morto. Pelo contrário, ele desbloqueia o que te impede de agir: o medo. A ação contida no Wu wei não tem por objetivo distorcer a realidade, nem idealizar, nem ter uma visão pejorativa, nem ter planos impossíveis, e nem esconder os seus desejos em locais que nem você ache.
O wu wei, quando bem compreendido, lentamente tira a mente do estado de confusão. A grande confusão da mente é a escolha. Preferimos gastar uma vida inteira escolhendo o que é melhor fazer, do que de fato ir fazer algo significativo. Se por um lado, esta confusão surge dos diversos ensinamentos que recebemos ao longo da vida, o wu wei, consiste em desaprender, é o ensinamento do desensinamento.   

Friday, March 28, 2014

Gratidão

Um dos sentimentos mais religiosos que existem, no bom sentido da palavra religioso, é o sentimento de gratidão. No cristianismo, em muitos contextos, talvez essa palavra tenha se associado à obediência, fazendo-se perder a real beleza da palavra. A lógica das religiões monoteístas, tanto do cristianismo como outros sistemas de crença, é a de que se um ser superior nos deu a vida e individualmente nos protege do mal, esse ser merece nossa obediência. Com a ideia de obediência, o que as religiões propõem, é que seus adeptos sigam seu caminho, caminho este marcado por um código de conduta, que recebe o título de "a vontade de Deus". Com isso, a religião, com seu poder político, e se aliando a outras forças ( o Estado, a família, a escola) , conseguiu durante séculos, e ainda atualmente, influenciar os rumos em que a sociedade se desenvolve.
Se você olhar por esse lado, certamente, tomará partido contra a religião. A posteriori concordo com essa decisão, mas acho que se perde um olhar interessante quando não se olha para o que exatamente a religião aponta. Não estou falando a respeito de Deus, pelo menos não exatamente.
Estou quase certo de que tem algo na vivência religiosa, que vai além do que chamam de alienação. Algo verdadeiro, mas que não confirma a tese monoteísta, pelo contrário, mostra de que terreno desconhecido os sacerdotes vêm se apropriando durante milênios, para dominar e manipular as massas. Me refiro à gratidão mencionada no começo do texto. Gratidão num senso diferente, mais no sentido da palavra compaixão. Esta gratidão não é um dever como propõe as religiões, não há ninguém para punir os ingratos, e ninguém para recompensar os gratos.
Por mais que sofremos, nos desgastemos, perdemos coisas e pessoas importantes, ainda assim é uma aventura e tanto estar vivo, não? E a morte é a garantia de que a vida merece ser celebrada, pois independente do que acontecer durante nossa vida, o sofrimento termina com a morte. Esse é o grande mistério, o mistério existencial, com que finalidade estou vivo? Acho que nenhum de nós tem a resposta para isto, e talvez nem seja uma pergunta sensata.  Numa certa feita, o guru Osho disse algo interessante sobre isso, não que eu seja um grande admirador dele. Ele perguntou aos seus discípulos: "Porque uma flor floresce?". Esta pergunta é semelhante com a pergunta " Porque estou vivo?", pois em ambas as coisas, não há um objetivo, mas inúmeras finalidades possíveis, tantas, que nem se pode dar uma resposta. O mais sensato é admirar a beleza da flor.
Em geral, até os 40 anos, as pessoas olham muito para o que ainda vão conquistar, o que precisam ter, quem ainda vão ser, a casa que irão construir e o que desejam. Ainda não tenho esta idade, mas pelo que ouço falar, e pelo que a teoria diz, chegada a meia-idade as pessoas começam a olhar mais para o que conquistaram ou para o que já possuem. Por esse e outros motivos, a sabedoria sempre esteve tão associada aos mais velhos, apesar de que em nossa cultura, há um movimento de inserção até mesmo dos idosos na lógica de mercado. Temos hoje velhinhos altamente consumidores! Mas antes que eu me desvie do assunto, o que quero falar é sobre essa mudança de postura que costuma ocorrer quando as pessoas ficam mais velhas. É o momento em que a pessoa desiste de perseguir as imagens idealizadas e passa a tentar encontrar os pontos positivos da realidade em que ela se encontra. Quando digo imagens idealizadas, me refiro ao que um indivíduo está tentando se tornar, a imagem a partir do qual ele traça os seus objetivos: o corpo, posição ou status que ele quer alcançar. Suspeito que a concretização dessas imagens não resulta na satisfação prometida. Trata-se de uma falsa promessa de felicidade. Suspeito disso, porque as coisas que eu julgava essenciais que alcancei não me trouxeram a paz. Talvez só as pessoas famosas e muito ricas possam atestar verdadeiramente isto. Temos exemplos e exemplos de artistas famosos que perderam o sentido de viver, mesmo dispondo da melhor comida, parceiros amorosos, diversão e prestígio que a sociedade poderia oferecer. Portanto aquelas pessoas que tanto almejamos nos tornar, na verdade, não estão necessariamente satisfeitas. A satisfação é uma postura mental! E não tenha dúvidas, uma pessoa satisfeita é uma pessoa grata. Não satisfeita no sentido comum, de se saciar de uma nova conquista, mas realmente satisfeita, no sentido de não precisar de muitas coisas que não possui.